Como funciona a certificação de alimentos sem glúten no Brasil?
Os consumidores de alimentos sem glúten, especialmente pessoas com doença celíaca,
dependem de produtos realmente seguros.
Por isso, a certificação é uma etapa fundamental para garantir que não haja contaminação
durante o cultivo, o processamento, o armazenamento ou a fabricação.
No Brasil, a legislação é clara e rigorosa, e seguir essas normas não é apenas um diferencial:
é uma responsabilidade com a saúde de quem consome.
A seguir, você entende como funciona esse processo e por que ele é tão importante.
O que determina a certificação de um alimento sem glúten?
No Brasil, a certificação é regulamentada pela ANVISA e segue o Regulamento Técnico
RDC 26/2015, que define regras específicas para rotulagem e segurança de produtos
destinados ao público celíaco.
Para que um alimento possa ser rotulado como “sem glúten”, ele precisa atender a critérios
rigorosos que garantem que não houve contaminação cruzada em nenhuma etapa da produção.
Isso significa que o produto deve conter menos de 20 ppm (partes por milhão) de glúten,
limite considerado seguro internacionalmente. Qualquer produto que ultrapasse esse valor
não pode ser vendido como livre de glúten.
Matérias-primas certificadas e rastreáveis
A certificação começa na origem.
As matérias-primas usadas em alimentos sem glúten precisam ser rastreadas e comprovadamente
livres de contaminação. Isso inclui farinhas, amidos, fibras e qualquer ingrediente que possa
entrar em contato com glúten durante o cultivo, transporte ou armazenamento.
Essa rastreabilidade exige fornecedores confiáveis, auditorias e documentação específica,
fatores que aumentam a segurança, mas também o custo do produto final.
Contaminação cruzada: o ponto mais crítico
Mesmo quando os ingredientes são seguros, o maior desafio está na produção.
Uma fábrica que produz alimentos sem glúten precisa controlar rigorosamente o ambiente
para evitar contato com trigo, cevada ou centeio.
Equipamentos, bancadas, utensílios, estoque e até o fluxo de funcionários precisam seguir
protocolos rígidos. Qualquer descuido pode comprometer o produto, o que torna a certificação
um processo delicado e altamente técnico.
Testes laboratoriais garantem o padrão exigido
Após o preparo, o alimento deve passar por análises laboratoriais para confirmar que
o nível de glúten está abaixo dos limites permitidos.
Esses testes são essenciais para validar o processo e garantir que toda a produção
esteja dentro dos padrões de segurança.
Além disso, marcas responsáveis realizam novas análises periodicamente para garantir
que os resultados permaneçam consistentes ao longo do tempo.
Rotulagem obrigatória e comunicação clara
A legislação brasileira também exige que a rotulagem seja extremamente clara.
Todo alimento deve trazer uma das duas declarações obrigatórias:
- “NÃO CONTÉM GLÚTEN”, quando certificado e seguro;
- “CONTÉM GLÚTEN”, quando há risco ou presença detectada.
Essa regra facilita a identificação do consumidor e reforça a responsabilidade da marca.
Conclusão
A certificação de alimentos sem glúten no Brasil envolve um processo rigoroso que começa
na escolha das matérias-primas e só termina após testes laboratoriais e rotulagem adequada.
Esse cuidado garante segurança, transparência e confiança para quem tem doença celíaca
ou sensibilidade ao glúten.
Na
Di Mangiare
,
todo esse processo é levado a sério.
Desde a seleção de fornecedores até a produção em ambientes controlados, cada etapa
é pensada para entregar alimentos realmente seguros, saborosos e livres de glúten e leite.
Nosso compromisso é fornecer produtos confiáveis, feitos com responsabilidade e carinho
para quem busca uma vida mais leve e saudável.

