Sim, quem é celíaco pode comer pizza. O que não pode é a massa comum, feita com farinha de trigo. Com uma massa sem glúten, recheios conferidos no rótulo e alguns cuidados na cozinha, a pizza volta para a mesa, inclusive na noite de pizza com a família.
A forma mais prática é partir de uma massa pronta, pré-assada e sem glúten: é só espalhar o molho, rechear e levar ao forno ou à frigideira. Abaixo explicamos como escolher a massa, que coberturas funcionam (com queijo sem lactose ou sem nenhum leite), como montar e como evitar a contaminação cruzada.
Celíaco pode comer pizza?
Pode, desde que seja sem glúten do começo ao fim. Para quem tem doença celíaca, o Ministério da Saúde explica que o tratamento é evitar, por toda a vida, alimentos com glúten, presente no trigo, no centeio, na cevada e na aveia. Isso tira da lista a pizza de pizzaria comum, mas não a pizza em si.
Ficar sem glúten não precisa significar abrir mão dos pratos de que você gosta. Com os ingredientes certos, a pizza pode fazer parte da alimentação sem glúten de forma tranquila e sem medo, no fim de semana, no jantar com os amigos ou num aniversário.
A massa: pronta e sem glúten
Fazer massa sem glúten do zero dá trabalho: as farinhas se comportam de outro jeito, e a cozinha precisa estar livre de trigo. Uma massa pronta resolve as duas coisas.

A Massa para Pizza Di Mangiare é um disco pré-assado de cerca de 25 cm (170 g), sem glúten, sem leite, sem ovo e vegano. Os ingredientes são farinha de arroz, fécula de mandioca, farinha de soja, óleo de soja, fermento biológico, vinagre de maçã, goma xantana, sal marinho e propionato de cálcio. Ela contém derivados de soja: quem tem alergia a soja não deve consumir.
A embalagem traz só a massa, sem molho nem recheio. Fechada, ela dura 60 dias em temperatura ambiente, em local seco e fresco, ou 90 dias no congelador; depois de descongelada, deve ser consumida na hora. Para quem come pizza toda semana, o kit com 4 massas e 4 pacotes de pão de hambúrguer resolve o jantar de vários dias. Atenção: o pão de hambúrguer contém ovo e soja e não é vegano.
Todas as opções de massa ficam na coleção de massa de pizza sem glúten.
E o queijo? Sem lactose ou sem leite
A massa Di Mangiare não tem leite. Já o queijo depende de quem vai comer:
- Intolerância à lactose: dá para usar queijo sem lactose. Ele continua sendo feito de leite, só com a lactose reduzida.
- Alergia à proteína do leite ou alimentação vegana: a pizza precisa ser sem leite. Use queijo vegetal conferido no rótulo ou faça a pizza sem queijo.
Em qualquer caso, confira no rótulo se o queijo diz “NÃO CONTÉM GLÚTEN”. Explicamos melhor a diferença no post Qual a diferença entre produtos sem leite e sem lactose?.
Ideias de cobertura
- Marguerita: molho de tomate, queijo (sem lactose ou vegetal), tomate-cereja em metades e manjericão fresco.
- Marguerita sem queijo: molho de tomate, tomate-cereja, manjericão e um fio de azeite depois de assar.
- Legumes: molho de tomate, abobrinha em rodelas finas, pimentão, cebola roxa e azeitonas.
- Cogumelos: molho de tomate, cogumelos refogados no azeite com alho e rúcula por cima depois de assar.
- Frango: molho de tomate, frango desfiado temperado com sal, alho, cebola e ervas, e milho.
Ingredientes que pedem atenção no rótulo
- Molho de tomate pronto e temperos industrializados: confira a frase sobre glúten e a declaração de alérgenos.
- Embutidos (calabresa, presunto, peito de peru): alguns levam leite ou derivados; leia o rótulo de cada marca.
- Requeijão, catupiry e creme de leite: são feitos de leite, mesmo nas versões sem lactose.
- Shoyu comum: geralmente é feito com trigo. Se for usar, procure versões com “NÃO CONTÉM GLÚTEN”.
Pela Lei 10.674/2003, todo alimento industrializado vendido no Brasil precisa informar no rótulo se contém ou não contém glúten. E a Anvisa exige a declaração dos principais alérgenos, entre eles leite e soja, no formato “ALÉRGICOS: CONTÉM…” ou “PODE CONTER…”. Mais dicas no post sobre a importância dos rótulos na dieta.
Como montar
- Prepare a bancada: limpe a superfície e use tábua, faca e colheres que não tenham tido contato com trigo.
- Espalhe o molho sobre a massa, deixando uma pequena borda livre.
- Distribua a cobertura em camada fina, para a massa não amolecer no centro.
- Leve ao fogo: siga as instruções da embalagem. A massa já vem pré-assada: não precisa sovar nem descansar. Na loja, a orientação é forno preaquecido a 180 °C por cerca de 8 a 10 minutos, ou frigideira em fogo baixo, de preferência tampada.
- Finalize com folhas frescas e azeite depois de tirar do fogo.
- Corte com cortador ou faca usados só para a pizza sem glúten.
Cuidados com a contaminação cruzada em casa
De nada adianta uma massa sem glúten se ela encostar em farinha de trigo no preparo. A FENACELBRA, federação das associações de celíacos do Brasil, orienta:
- Forno: não asse ao mesmo tempo comida sem glúten e com glúten. Depois de assar pão de trigo, faça uma limpeza rigorosa; a federação recomenda esperar pelo menos 24 horas, tempo em que a farinha permanece suspensa no ar, antes de assar algo sem glúten.
- Tábuas e colheres de madeira: use peças exclusivas para o sem glúten, porque madeira e plástico acumulam resíduos nas ranhuras.
- Panelas e tigelas: prefira as de uso exclusivo para o preparo sem glúten.
- Esponjas: a esponja que lava a louça com glúten não deve lavar a do sem glúten; vale usar cores diferentes.
Em noite de pizza com a família, uma solução simples é montar e assar a pizza sem glúten primeiro, com utensílios separados, antes de qualquer massa de trigo entrar na cozinha. Veja mais no post Como organizar a cozinha para evitar contaminação cruzada.
Pizza vegana: dá para fazer?
Dá. Com a massa vegana, molho de tomate, legumes e ervas (ou queijo vegetal), a pizza fica sem nenhum ingrediente de origem animal. A coleção de produtos veganos reúne outros itens sem glúten e sem leite, como pães e mingaus de aveia.
Sobre os produtos Di Mangiare
Os produtos Di Mangiare são sem glúten e sem lactose, feitos em fábrica própria, onde não entram ingredientes com glúten, sem risco de contaminação cruzada, e seguros para celíacos. O rótulo traz a declaração “NÃO CONTÉM GLÚTEN”. Ingredientes e alérgenos de cada item estão na página do produto.
Fontes
- Ministério da Saúde. Doenças celíacas (NutriSUS). gov.br/saude. Consultado em 21/10/2026.
- Brasil. Lei nº 10.674, de 16 de maio de 2003. Câmara dos Deputados. Consultado em 21/10/2026.
- Anvisa. Rotulagem de Alimentos Alergênicos: Perguntas e Respostas, 6ª ed., 13/05/2024. gov.br/anvisa. Consultado em 21/10/2026.
- FENACELBRA. Contaminação cruzada por glúten na cozinha. fenacelbra.com.br. Consultado em 21/10/2026.

